quarta-feira, 31 de agosto de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Programa e oradores

Aqui está o programa provisório.
Em breve o programa final, com os títulos das comunicações.

09.00 – Recepção e confirmação de inscrições

09.30 – Inicio dos trabalhos

09.45 – Apresentação:

     Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém – Vítor Proença

     Presidente da Ordem dos Arquitectos – Arq. João Rodeia

     Directora Regional de Cultura do Alentejo – Prof. Dra. Aurora Carapinha *

10.15 – 1ª Sessão

     Dr. Santiago Macias – Vereador Câmara Municipal de Moura

     Arq. Ricardo Pereira – Câmara Municipal de Sines

     Representante da ERA Arqueologia

11.15 – Coffee break

11.30 – 2ª Sessão

     Representante da Câmara Municipal de Santarém *

     Eng. João Appleton *

     Arq. Victor Mestre

     Representante Câmara Municipal de Mértola *

13.00 – Almoço livre

14.30 – 3º Sessão

     Dr. Rui Fragoso/Arq. Carmen Pinela

     Arq. Pedro Alarcão – FAUP

     Dra. Conceição Lopes

     Dra. Filomena Barata

15.15 – Coffee break

15.30 – 4ª Sessão

     Arq. Pedro Paredes – Presidente Câmara Municipal de Alcácer do Sal

     Dra. Elena Moran – Câmara Municipal de Lagos

     Dra. Manuel Deus - IGESPAR *

16.45 – Conclusões

     Dr. Sérgio Pereira Bento

17.00 – Encerramento

17.15 – Visita a Miróbriga

18.45 – Jantar volante em Miróbriga.

* Sujeitos a confirmação

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Encontro "Cidades Vivas/Cidades Mortas"


“CIDADES VIVAS/CIDADES MORTAS”

Diálogos entre as cidades do passado e o futuro das cidades


PROGRAMA PROVISÓRIO

Na sociedade contemporânea são cada vez maiores os conflitos entre as necessidades e os requisitos da vida moderna e a presença e as memórias do património e do passado, a que comummente se designa de Património Cultural Edificado.

Apesar de existir, cada vez mais, uma consciência mais acentuada acerca da abordagem e da preservação do património e, mais concretamente, dos testemunhos históricos, as exigências técnicas, sociais e políticas são igualmente crescentes, por vezes agudizando um diálogo que é, habitualmente, muito complexo.

Assim, é de crucial importância reflectir e tornar este diálogo em algo frutuoso e que permita a investigação e o conhecimento do passado, o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida futura e a fruição e usufruto no presente.

O Núcleo de Arquitectos do Litoral Alentejano, em conjunto com a Liga dos Amigos do Sitio Arqueológico de Miróbriga, pretende convidar autarcas, arqueólogos, arquitectos, urbanistas e técnicos autárquicos (preferencialmente do Alentejo) para reflectir e dialogar, com o objectivo deste diálogo entre as cidades vivas e as cidades mortas seja profícuo e valorizador.

Integrado nas Jornadas Europeias do Património, este primeiro encontro, de um conjunto de dois, terá o seguinte programa provisório:

Data: Sexta feira, dia 23 de Setembro de 2011

Local: Centro Interpretativo do Sitio Arqueológico de Miróbriga, Santiago do Cacém

Mais informações em breve.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Assim vai o património romano da nossa região....

Trasncrevemos um artigo da Dra. Joaquina Soares, publicado no "setubal na Rede", a quem agardecemos:

Património


por Joaquina Soares
(Directora do MAEDS)

Disse património cultural? Atentado em Sines?

O conceito de património enquanto interlocutor privilegiado com o Passado, ou seja, enquanto garantia de continuidade e de sucesso do Presente, é intrínseco ao “ser social”, e, por isso, inquestionável factor de coesão. O património cultural constitui, metaforicamente, o “genoma” das comunidades humanas. Código da vida colectiva. Tal como as restantes componentes da vida social, transforma-se, reinterpreta-se e recria-se.
Fundamentalmente, o património colectivo reside na paisagem, espaço antropizado e “classificado” nos sistemas de povoamento e nas estratégias de subsistência dos diversos territórios. Mas existe também um património individual que se transmite por herança, e que possui um papel relevante na manutenção das relações de parentesco, da família à linhagem. Esse património móvel, marcador de filiação e de estatuto, encontra nas coleções museológicas o seu equivalente para a escala comunitária.
Qualquer uma das modalidades do património pressupõe as funções de conservação, investigação e valorização, segundo metodologias condicionadas pelo paradigma de património vigente para cada período histórico. Desinvestir no património cultural é obviamente investir no obscurantismo, na fragmentação e desconexão sociais, na incompetência sociotécnica intelectual e emotiva. Os efeitos destas medidas políticas desencadeiam estagnação e recessão sociocultural e, em última instância, podem desintegrar as respectivas formações sociais. As elites políticas que não entendem este mecanismo de sobrevivência social arrastam as populações que governam para árduas e inúteis viagens amnésicas, e, no limite, para a dissolução.
Na presente conjuntura, enfatizo a própria essência do património cultural, deixando para outra oportunidade a análise das suas diversas valências, nomeadamente o tão discutido efeito de trickle down (potenciação das atividades económicas e da criação de emprego), pois tenho de lamentar com veemência a abolição do Ministério da Cultura, medida por si só premonitória do caminho de pujante iliteracia que se anunciará mais adiante.
Aqui mesmo no Distrito de Setúbal, à cidade de Sines acaba de ser subtraída uma parcela do seu património, que não hesito em classificar de indispensável. Refiro-me aos vestígios da Sines Romana. Em terreno contíguo à muralha exterior do castelo tardo-medieval, duas oficinas romanas de produção de salgas e molhos de peixe assinalavam até há alguns dias atrás a origem e vocação marítimo-portuária deste núcleo urbano. O porto de Sines e a ilha do Pessegueiro (antiga Poetanion), sua extensão, constituem não só o mais importante conjunto portuário da costa alentejana, como desenvolveram a fileira produtiva dos preparados piscícolas, entre o século I depois de Cristo e meados do século V, altura em que se registou o seu abandono.
Tal como no Baixo Sado, a crise do século III na região de Sines, encontra-se bem documentada e resolvida através da reorganização da produção, apostada então na diversificação da oferta, ao serviço de mercados mais segmentados e distintos que os existentes no Alto Império. O Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, sob a direção de Carlos Tavares da Silva [1], desenvolveu aqui na década de 90 do século XX um projecto de investigação, em torno desta problemática, escavando, estudando, publicando e apresentando ao público os vestígios dessa fase da história de Sines.
Pacientemente, estas arquiteturas milenares do núcleo histórico da cidade aguardaram em vão a conclusão do projeto de valorização. O espaço verde projetado, moldura do circuito de visita, com anfiteatro para fruição do espaço cultural e da baía, com apoio de cafetaria, foi sendo adiado. O abandono instalou-se; no sítio foi-se acumulando lixo e as legendas, apagadas por muitos sóis. Por fim, por decisão da Câmara Municipal, os vestígios arqueológicos fundadores do aglomerado urbano de Sines foram enterrados, devolvidos ao esquecimento, a favor de um parque de estacionamento, como se uns escassos metros quadrados abertos sobre o Passado fossem impeditivos de um qualquer outro uso da área envolvente...
Na semana passada, recebi um telefonema de uma cidadã sineense. Não acreditei no que ouvia. Perguntei: Disse património cultural? Atentado em Sines?
- Sim, estão a enterrar a memória desta terra e vocês não fazem nada!
Partilhei a sua indignação, sublinhando que cada cidadão conta, e que a vontade culturalmente esclarecida das populações é instrumento indispensável ao movimento da História.

[1] Para mais informação ver:

COELHO-SOARES, A. (2004) – Um projecto museológico para Sines. Musa. Museus, Arqueologia e Outros Patrimónios, vol. 1, p. 67-74.

TAVARES DA SILVA, C. e COELHO-SOARES, A. (2006)- Produção de preparados piscícolas na Sines romana. Setúbal Arqueológica, vol. XIII, p. 101-122.

TAVARES DA SILVA, C. e SOARES, J. (1993) – Ilha do Pessegueiro. Porto Romano da Costa Alentejana. Lisboa: ICN.

Joaquina Soares - 06-07-2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Carta enviada à Câmara Municipal de santiago do Cacém e Direcção Regional de Cultura do Alentejo

Exmo. Sr.


Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém


Exma. Sra.

Directora da Direcção Regional da Cultura do Alentejo



Assunto: Requalificação da Estrada Municipal 550, Acolhimento a Miróbriga -

Obras na Estrada das Cumeadas

Realizam-se, desde há um mês, diversas obras de requalificação da Estrada Municipal 550 de Acolhimento a Miróbriga, ou seja, na habitualmente conhecida por "Estrada das Cumeadas" e por onde se faz o acesso ao sítio arqueológico.

A LASAM vem, por este meio, mostrar a sua preocupação e descontentamento relativamente ao facto de não estar a ser devidamente acautelado, pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém (CMSC), o acompanhamento arqueológico da empreitada, e em especial na zona que encontra numa Zona Especial de Protecção (ZEP).

A ausência desta medida de minimização, obrigatória por lei, põe em causa a salvaguarda, defesa e valorização do património que possa existir na zona envolvente ao sítio arqueológico, além do que não é um bom exemplo para toda a zona, em especial a vizinhança.

Apesar de ser uma intervenção, que aplaudimos e cque há muito que era necessária e que irá beneficiar toda esta zona, não podemos deixar de alertar para este facto.

Fazemos votos que a CMSC, juntamente com a Direcção Regional de Cultura do Alentejo, consigam assegurar o acompanhamento arqueológico do projecto.

Estamos sempre ao vosso dispor, na defesa e promoção deste monumento unico e de grande valia, como é o Sitío Arqueológico de Miróbriga e zona envolvente.

Aguardamos que a situação se resolva brevemente e em tempo útil.



Com os melhores cumprimentos.



O Conselho Directivo

sexta-feira, 6 de maio de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Dia Internacional de Monumentos e Sitios - Comunicação do Presidente do Conselho Directivo

Caros amigos, porque é entre amigos que nos encontramos, e porque somos amigos de Miróbriga.


Mais uma vez aqui nos encontramos no Dia Internacional de Monumentos e Sítios, que este ano tem como tema a “Àgua Cultura e Património”

A Liga dos Amigos de Miróbriga tem escolhido este dia para realizar algumas iniciativas que sirvam ao mesmo tempo para aumentar o nosso conhecimento e informação mas também com forma de convívio entre todos.

Antes de apresentar os nossos ilustres convidados e o programa de hoje, gostaria de rapidamente vos por a par de algumas actividades que esta direcção, que acabou de re iniciar funções por mais três anos, pretende realizar este ano.

Nas Jornadas Europeias do Património, em Setembro, temos a intenção de realizar aqui neste excelente espaço, um encontro sob o título “Cidades Vivas/Cidades Mortas – Diálogos”, onde se pretenderá reunir autarcas, arqueólogos, urbanistas, arquitectos e técnicos autárquicos para reflectir sobre a difícil convivência entre as cidades do séc XXI e os vestígios do nosso passado, que por vezes parecem “atrapalhar “ , entre aspas, o “progresso”, também entre aspas.

Igualmente se pretende que tenha lugar neste espaço, que comemora 10 anos da sua existência, um dos pólos do IV Encontro de História do Alentejo Litoral, organizado pelo Centro Cultural Emmerico Nunes, de Sines.

Foi também solicitado á Direcção Regional de Cultura do Alentejo, a cedência do espaço da cafetaria, para que possamos ali exibir e vender algum artesanato e produtos alimentares, de modo a potenciar a oferta aos visitantes, promover a nossa região e aumentar os nossos escassos recursos.

E um dos pontos fortes será o de estabelecer parcerias entre associações congéneres, de modo a fomentar as visitas, a troca de informação e o enriquecimento do nosso centro de documentação.

O tema deste ano do dia DIMS é, como se disse, “Água Cultura e Património”, tema cada mais na ordem do dia, porque sendo água fonte de vida, começa a ser, em alguns locais, um bem escasso e a sua gestão deverá ser cada vez mais cuidada e racional…aliás, a nossa relação não só com a água, com o meio que nos rodeia, deve ser cada vez mais uma relação de respeito, de integração e de desenvolvimento sustentável.

E esse desenvolvimento sustentável, raiz do progresso, e paradigma do séc. XXI, não é só com respeito ao meio ambiente e físico: a água, a vegetação, as riquezas minerais, a qualidade do ar, mas também em relação à paisagem, ao património, à memória e aos valores, que tanto tem sido postos à prova nos acontecimentos recentes em Portugal e no Mundo.

E para nos falar sobre esse paradigma e de como a defesa do património, de um património que não é nosso, mas que somos responsáveis por o manter e o levar até ás próximas gerações, nos pode levar a um atitude responsável de desenvolvimento sustentável, temos aqui o nosso bom amigo, que veio de Soria, em Espanha até Miróbriga, D. Amálio de Marichalar, para nos falar sobre o seu percurso desde Numancia até ao Séc. XXI.

Igualmente para nos ajudar a compreender a relação dos nossos antepassados romanos com a água, de como souberam tirar partido e gerir esse bem tão precioso, temos connosco a Dra. Pilar Reis, que com o seu conhecimento de Conímbriga certamente que trará uma melhor compreensão sobe este tema que tanto tem a ver com Miróbriga

Estava prevista a cerimónia de entrega da biblioteca do historiador Caetano Beirão, para o nosso Centro de Documentação, mas imprevistos logísticos levam-nos a adiar essa cerimonio para outra ocasião

Como já vem sendo hábito teremos um pequeno lanche, na cafetaria, para o qual todos estão convidados, e onde estará patente uma simples exposição de fotografia, que já esteve na Casa do Alentejo, denominada “Alentejanos no Facebook”, a qual será apresentada pela Dra. Filomena Barata, uma das responsáveis por esta singular iniciativa, também ela um exemplo de desenvolvimentos sustentável: um povo milenar, o Alentejano, a tirar partido da Sociedade do Conhecimento.

E para quem quiser, haverá a já tradicional visita a Miróbriga, guiada por uma das pessoas que melhor a conhece, a nossa grande amiga Filomena.

Queria agradecer a todos a vossa presença, e muito especialmente aos nossos oradores terem vindo de tão longe e lançando o apelo para quem não é sócio, que o faça e quem já o é, que pague as quotas.



Que passem uma boa tarde neste magnifico local

terça-feira, 12 de abril de 2011